Câmara questiona ausência de profissional no cargo de psicologia do trabalho no Hospital Municipal
A saúde pública está no centro das atenções da Câmara de Foz. Desta vez, o pedido de esclarecimentos de informações, feito via Requerimento n°121/2026, de autoria da vereadora Yasmin Hachem, visa saber quais são as condições do cargo de profissionais de psicologia do trabalho. A proposição já passou pelo plenário e aguarda retorno oficial do Executivo.
O texto questiona o plano de contingência da Secretaria Municipal de Saúde sobre o afastamento da única psicóloga do trabalho, qual medida será tomada para garantir o atendimento aos servidores e qual será a previsão de abertura do processo seletivo de profissionais de psicologia do trabalho na unidade.
O Requerimento também questiona quais programas de prevenção à Síndrome do Burnout e manejo de estresse estão sendo executados no momento, visto que é uma recomendação do Ministério da Saúde. A lista de espera de servidores que solicitaram o atendimento também foi objeto de cobrança.
A vereadora Yasmin Hachem, explica que o requerimento demonstra uma preocupação de nível alarmante: “Hoje, os servidores da saúde estão sem qualquer suporte psicológico, o que tem levado ao adoecimento, a casos de burnout e afastamentos. Isso sobrecarrega ainda mais as equipes e compromete a qualidade do atendimento à população”, justifica.
A parlamentar ainda complementa, “Cobramos um plano urgente para reposição desses profissionais e alertamos que o silêncio da gestão, diante desse cenário, é uma forma de omissão. Não é possível manter a saúde pública baseada no esgotamento de quem cuida”.
Na justificativa, a parlamentar destaca que o Hospital Municipal de Foz do Iguaçu conta com um quadro de aproximadamente 1.300 funcionários, profissionais que atuam em ambiente de alta carga emocional, turnos extenuantes e contato direto com o sofrimento humano e situações de emergência. A existência de apenas uma única vaga para psicólogo do trabalho já configura um dimensionamento insuficiente para a demanda real da unidade. A cobrança visa que a unidade de saúde regularize o quadro de profissionais de psicologia do trabalho, garantindo que o hospital não opere em desconformidade com a legislação trabalhista e sanitária vigente.