Comunidade reivindica UPA 24h, iluminação, segurança e passarela na BR-277 em Sessão Itinerante de Três Lagoas

por Beatriz Bidarra última modificação 14/05/2026 10h44
A situação do condomínio do idoso e a falta de espaço público de lazer também foram pontos abordados
Comunidade reivindica UPA 24h, iluminação, segurança e passarela na BR-277 em Sessão Itinerante de Três Lagoas

Foto: Christian Rizzi - Câmara Foz

Aproximação do cidadão, ouvindo as demandas do povo onde as pessoas estão, esse é o eixo central da sessão itinerante da Câmara de Foz do Iguaçu, que neste ano de 2026 realizou a 2ª edição na Grande Três Lagoas, na última quarta-feira, 13 de maio, na Paróquia São Pedro. 

Esta  etapa  da  Sessão  Itinerante  contemplou os seguintes bairros da Grande Três Lagoas: Alvorada,  Náutica, Vila  Guarani,  Jardim  Cedro,  Sol  de  Maio, Jardim  das  Oliveiras,  Lagoa  Vermelha,  Jardim  Ipanema,  Lagoa  Dourada,  Jardim  Santa  Rita, Vila  São  João,  Jardim  Mônaco,  Vila  Miranda,  Jardim  Vale  do  Sol,  Jardim  Colombelli,  Novo Mundo, Loteamento Witt e Jardim Congonhas. A sessão itinerante contou com a presença da ouvidora do município e do Superintendente do Foztrans. 

A população teve espaço de fala na tribuna a fim de fazer suas reivindicações: 

José Daniel, do Bairro Lagoa Dourada, falou sobre a necessidade de uma UPA 24 horas. “Queria pedir atenção para termos uma UPA 24 horas porque somos o único bairro que não tem”. 

Diego Carvalho, 2º secretário do Conselho da Igualdade Racial,  falou sobre o projeto que criou o fundo de promoção da igualdade racial:  “O que acontece hoje em Foz é um caminho para abolir a violência racista, o silenciamento dos povos de terreiro. Saúdo a Mãe Marina de Tunirê que hoje não está mais aqui, a mãe Edna, Mazé. É preciso lutar para que o fundo se mantenha vivo, um fundo que venha para emancipar ainda mais o nosso povo”. 

José Cristiano dos Santos falou sobre a iluminação pública do bairro. “A outra empresa que fazia manutenção arrumava as lâmpadas da rua e no outro dia já estavam queimadas e a gente paga a iluminação pública na conta de luz”. 

Pedro Vidal, do Jardim Dourado, falou da operação Tapa-Buraco. “Falta fechar os buracos das ruas; o cidadão cadeirante não consegue se locomover. Falta fazer uma passarela nessa BR-277, na saída do bairro; muitos pedestres perderam a vida ali”. 

Maria José El Saad falou sobre o Fundo da Igualdade Racial, aprovado na mesma sessão: “temos o conselho da igualdade e o fundo que foi amplamente debatido para que fizéssemos uma minuta e depois fosse encaminhada à Câmara para que tivéssemos essa vitória de hoje. O fundo é importante para qualquer política pública, porque é através dele que é feita a captação de recursos para o desenvolvimento da política pública. Hoje, dia 13 de maio, comemoração da abolição da escravatura, o que nunca foi concluído”. 

Luiz Bozanelo disse: “A gente do bairro Alvorada está precisando principalmente de saúde e educação. Nós não temos um posto de saúde; a gente que mora no Alvorada precisa vir aqui na Unidade São João, que fica a  4km da BR, ainda correndo risco de ser atropelado. Também não temos um CMEI; temos pais hoje que levam suas crianças ao Morumbi para ter educação”. 

Xuxa falou sobre o condomínio do Idoso. “O condomínio está abandonado. Esta semana, depois de bater muito na tecla, veio um médico para atender os acamados. E o nosso muro eu preciso pular, eu que tenho 75 anos. Estou falando em nome de 43 idosos, a maioria mulheres e os homens que lá estão são doentes”. 

Thiago Natividade, representante da APMF da Escola João da Costa Viana: “Os pais hoje deixam os filhos sem a tranquilidade da segurança escolar. Precisamos iniciar uma discussão séria sobre essa situação. Gostaria de reforçar um pedido antigo da juventude do bairro, que é uma pista de skate. Que possamos avançar em ações concretas para melhorar a qualidade de vida”. 

Janaína Proensa, diretora da escola João da Costa Viana, pediu mais escolas e CMEIs na região: “Foram construídos muitos loteamentos aqui no bairro, mas apenas um CMEI, que é o Viviane Jara, e já está lotado. Estamos chegando perto de um colapso no atendimento. Também não tivemos construção de postos de saúde; nossos alunos enfrentam muitas filas para atendimento de saúde.”