Cuidar desde cedo: Foz transforma campanha sobre depressão infantojuvenil em lei
A saúde mental é um tema cada vez mais urgente e recorrente na sociedade atual. Dados do Ministério da Saúde apontam um aumento expressivo nos atendimentos realizados pelo SUS a crianças e adolescentes com problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade.
Especialistas alertam que fatores como o uso excessivo de dispositivos eletrônicos, especialmente celulares com acesso às redes sociais, a redução da interação social, a falta de prática esportiva e de atividades ao ar livre têm impacto direto na saúde emocional de crianças e jovens. Diante desse cenário, Foz do Iguaçu passou a contar com uma Campanha Permanente de Conscientização sobre a Depressão na Infância e na Adolescência, instituída pela Lei nº 5.601.
O principal objetivo da campanha é promover ações educativas e informativas que orientem a população sobre a depressão infantojuvenil, contribuindo para a identificação precoce dos sintomas e o encaminhamento adequado para atendimento profissional especializado.
A nova legislação prevê a divulgação dos sintomas mais comuns da depressão em crianças e adolescentes, além de informações sobre os tratamentos psicológicos e médicos disponíveis na rede pública. A campanha também deve apresentar os equipamentos e serviços de apoio psicossocial existentes no município.
Outro ponto central da lei é o estímulo à parceria entre família, escola e profissionais da saúde, fortalecendo a rede de apoio e promovendo estratégias de prevenção aos transtornos depressivos.
Na justificativa do Projeto de Lei, a saúde mental é destacada como um pilar fundamental para o bem-estar integral. Frequentemente estigmatizada e negligenciada, sua deterioração em idades precoces pode gerar consequências de longo prazo para os indivíduos e para a sociedade.
Entre os sintomas mais comuns da depressão infantojuvenil estão: alterações no sono, irritabilidade repentina, mudanças nos hábitos alimentares, cansaço constante, apatia, hipoatividade ou hiperatividade, choro excessivo, medos frequentes, retraimento social e queda no rendimento escolar, entre outros sinais de alerta.