Produtores e pescadores reivindicam licença ambiental do Parque Aquícola

por Diretoria de Comunicação última modificação 17/05/2018 13h05
Pauta foi posta no debate, proposto pela Vereadora Rosane Bonho (PP), sobre a cadeia do pescado em Foz

O uso mais efetivo da cadeia do pescado em Foz do Iguaçu pautou as discussões na audiência pública, proposta pela Vereadora Rosane Bonho (PP), que debateu o tema na noite da última quarta-feira, 16 de maio, no Legislativo Iguaçuense. Entre as principais reivindicações de produtores e pescadores, está o licenciamento ambiental do Parque aquícola, na região de Foz do Iguaçu, no lago de Itaipu. 

A proponente do debate enfatizou a necessidade de “construção de políticas públicas que venham ao encontro de necessidades dos pequenos produtores de peixe em Foz do Iguaçu”, destacou a parlamentar Rosane Bonho (PP). Ao final da audiência, em diálogo com produtores e entidades presentes, a parlamentar definiu que haverá um relatório da audiência e posteriormente uma reunião com os presentes e com o Instituto Ambiental do Paraná – IAP, a fim de tratar de algumas demandas dos produtores, como o licenciamento ambiental. 

“A demanda ou a cadeia produtiva do pescado é a que manda na questão da proteína animal. Na região oeste a demanda está aumentando. Ressaltamos que há uma diferenciação: a Pesca é o extrativismo. Na Aquicultura há investimento. A gente consegue verificar quais os setores que impactam na cadeia produtiva. Se a gente observar, são vários os elos de insumo da pesca. A tilápia é a espécie mais produzida, o que puxa a grande produção. A piscicultura no oeste do Paraná se tornou muito produtiva. É difícil a gente fechar a cadeia produtiva, mas se cada um produzir em um dos elos a gente consegue lucro”, explicitou Arcângelo Signor, Prof. Dr. Do Instituto Federal do Paraná - IFPR. 

O Secretário de Agricultura, afirmou “nós estamos fechando alguns convênios da Itaipu, principalmente com relação a estradas rurais. A dificuldade é escoar a produção. Mas, vamos debater e ajudar para construirmos melhor isso em conjunto com os produtores”. O Secretário colocou a pasta à disposição e sugeriu a criação de uma comissão entre os presentes, a fim de resolver o impasse, destacou Michieu Platini. 

Artêmio, da Apefoz. “A gente está querendo construir eventos, tal como a festa da Corvina que acontece em Missal, para divulgar mais a produção do nosso município. Nós nunca recebemos apoio do Poder Executivo”. “Eu vejo muita timidez e falta de conhecimento na área, que poderia ser muito grande aqui em Foz. Incentivo ao consumo, ensinando preparar e fazer”, Celino Fertrin (PDT). 

O ex-gestor da Secretaria Municipal da Saúde, Thiago Kodama, foi convidado a expor seu posicionamento, uma vez que quando estava à frente da pasta buscou a realização de um debate sobre o assunto. “Neste um ano que estive à frente da Secretaria pude ouvir e tentar solucionar algumas demandas do pessoal da cadeia do pescado. Acho que uma organização de todos os poderes ainda é necessária. Como viabilizaremos recursos, precisamos de uma comitiva para isso para colocar todo mundo na mesma e falar: vamos para este caminho”, enfatizou Kodama. 

Também marcaram presença na discussão os Vereadores: João Sabino (Patriota) e Celino Fertrin (PDT). 

Tribuna Livre

Estevão Souza, pescador e produtor de peixe em tanque rede no Lago de Itaipu, “Essa atividade é de alta complexidade, requer planejamento, políticas públicas de capacitação e profissionalização, considerando o grau de escolaridade do pescador. Atualmente há mais 800 pescadores entre Foz do Iguaçu e Guaíra. Em Foz somos cerca de 200. Mas, me pergunto: por que tão pouco? Onde está o caminhão feira? Isso só comprova que Foz vive momento de profunda dificuldade com planejamento da piscicultura. A falta de licenciamento ambiental não nos permite acessar políticas públicas já existentes, como Pronafi. Qual o modelo de mercado que queremos para Foz? O da economia solidária e agricultura familiar ou esse que já está posto? Questionou o produtor e pescador. 

“Hoje temos 90 tanques e somos um grupo de 19 pessoas e nosso pedido é do licenciamento ambiental, precisamos muito disso”, destacou Noelci de Fátima da Silva, Presidente da Associação dos Pescadores e Agricultores do Lago de Itaipu de Foz do Iguaçu (PR). 

Bladimir Lazzarini, Representante da agricultura familiar da Cooperativa da Agricultura Familiar e solidária do Oeste do Paraná, destacou: “Foz tem uma demanda mensal de 1250 kg de filé. Nosso trabalho é para que consigamos atender a todos no próximo ano. A Cooperativa também tem outro mercado que seriam hotéis e restaurantes. Uma questão a se melhorar é o licenciamento. A Cooperativa tem 440 associados. Cristian Miguel criticou: “O município tem reserva hídrica muito grande que é inexplorada, acredito que por falta de vontade política”. 

Irineu Motter, Engenheiro Agrônomo da Itaipu Binacional, “trabalho na Itaipu e há uns 12 anos trabalhamos com os pequenos pescadores. Há 25 anos a Itaipu procura desenvolver experimentos na área. Sempre buscamos envolver novos pescadores, ficamos felizes de ver resultados positivos, que é mérito deles. Espero que os esforços venham ajudar a vencer”. 

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