Serviço de urgência e emergência de Foz deverá ser discutido em audiência pública

por Diretoria de Comunicação — publicado 04/07/2019 21h15, última modificação 09/07/2019 17h03
Vereadora Inês Weizemann encaminhou requerimento logo depois da sessão desta quinta-feira, que reuniu servidores do Samu convidados para tratar do assunto.

 A vereadora Inês Weizemann encaminhou um requerimento no qual está propondo a realização de uma audiência pública para tratar da possível adesão dos serviços de urgência e emergência de Foz do Iguaçu ao Complexo Regulador Macrorregional do Estado que, entre outras prioridades,  tem como objetivo desenvolver ações de Regulação de Urgência. O assunto foi discutido na sessão ordinária desta quinta-feira, que contou com a participação de médicos, socorristas e enfermeiros do Samu, que foram convidados pela vereadora. 

O objetivo do encontro foi levantar informações sobre os serviços prestados e a falar da possibilidade da centralização da regulação dos atendimentos de urgência e emergência, que poderá passar a ser feita por uma central em Cascavel. Para a vereadora, a mudança poderá representar o fim da autonomia que a cidade tem sobre a gestão do Samu, por exemplo.

O enfermeiro Marcelo Lino de Leite disse que é preciso ter mais informações sobre esse processo para que não haja um retrocesso no atendimento. Ele deixou claro que “uma Central de Regulação não é uma central telefônica, mas sim uma área de gerenciamento de atendimento de urgência e emergência, onde todo o trabalho, desde o socorro até a entrega do paciente em uma unidade de saúde, é coordenado levando em conta vários fatores”.  Preocupado com a possibilidade da centralização, o socorrista Mauro Antônio do Nascimento disse que “o município deveria melhorar a estrutura local do Samu em vez de entregar a estrutura atual para o vizinho”.         

O Samu

O Samu de Foz é regional e recebe recursos para atender as outras cidades da área de cobertura da 9ª Regional de Saúde. De acordo com a apresentação do médico João Fernando Batista Pereira, atualmente o Serviço conta com 9 veículos e 2 motolâncias para atender uma média mensal de 2.800 ocorrências. É essa estrutura que está disponível para cerca de 450 mil habitantes da região.

O custo médio mensal do Samu hoje gira em torno dos R$ 176.000,00 e a maior parte é coberta com repasses da União e do Estado, que chegam a R$ 171.842,00 mensais. De acordo com a chefe da Divisão de Atenção à Saúde da 9ª Regional, Luciana Tamura,  o valor repassado para Foz foi definido justamente porque atualmente o Samu é regionalizado.

Audiência Pública

Durante o encontro foram surgindo dúvidas com relação ao assunto. Entre elas, sobre a autonomia da gestão do atendimento como um todo,  os locais para onde os pacientes serão encaminhados, os custos para o município e principalmente a qualidade do serviço.

O Samu de Foz atende uma região com 450 mil habitantes mas, dentro do sistema macrorregional, passaria a atender uma área de 1,9 milhão de habitantes considerando os moradores das cidades que pertencem a 9ª e a 10ª Regional. O promotor Luis Marcelo Mafra, que também participou da conversa, demonstrou preocupação com relação às vagas para atendimento, por exemplo. Ele alertou para o fato de que “faltam vagas no Hospital Municipal e diante da possibilidade de ampliação do universo de pacientes que poderão ser atendidos aqui, o prejuízo para a cidade poderá ser muito grande”.  Para a vereadora Nanci Rafain, a “cidade não pode perder recursos, mas também não pode abrir mão da gestão do Samu”. Para os vereadores Marcelinho Moura, Rogério Quadros, Márcio Rosa e Celino Fertrin, o assunto é sério e precisa ser amplamente discutido, para que a população de Foz não perca.

Diante da importância do tema o presidente da Casa, Beni Rodrigues, sugeriu que a vereadora Inês Weizemann apresentasse um requerimento propondo a realização de uma audiência pública para discutir o assunto. Logo após o fim da sessão, a vereadora encaminhou o pedido inicial à assessoria legislativa. (Gabinete da vereadora Inês Weizemann).


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