Vereadores de Foz sugerem medidas e cobram urgência preventiva sobre coronavírus

por Maria Eduarda última modificação 13/03/2020 09h57
Dentre as sugestões, a Câmara pede que mais informações sejam repassadas à população como forma de prevenção

A Organização Mundial de Saúde – OMS o Covid-19 como pandemia, e a informação causou preocupação em todo o mundo. Diante disso, os vereadores de Foz do Iguaçu se pronunciaram na sessão de quinta-feira (12) durante a palavra livre. O vereador Elizeu Liberato (PL), já havia apresentado um requerimento no mês passado, solicitando informações oficias da prefeitura sobre o plano de ação em relação à ameaça do vírus. Na tribuna da Câmara ele abriu a discussão sobre o assunto. Elizeu e ao demais vereadores sugerem medidas e cobram urgência preventiva sobre coronavírus.

Os casos aumentam a cada dia. A situação fez com que o Secretário de Estado da Saúde Beto Preto, realizasse uma entrevista coletiva informando que o Paraná tem seis casos de coronavírus confirmados. Cinco deles estão em Curitiba, e um em Cianorte. Os pacientes não foram internados, mas seguem em isolamento domiciliar. “Nós não estamos verificando na imprensa escrita, falada ou televisiva, nenhuma orientação para a população de Foz do Iguaçu, se alguém for acometido ou com suspeita de coronavírus”, ressaltou Elizeu.

Segundo ele, muitas pessoas estão indo para as UPAs, mas em um pronunciamento do Secretário, foi dito que havia um espaço específico e isolado para atender essas pessoas, para que não houvesse contato com as demais, mas, isso não está sendo divulgado, o que tem gerado grande preocupação. O vereador destacou ainda a lotação do Hospital Municipal em relação aos casos de dengue, e a falta de treinamento dos servidores do sistema de saúde para lidar com a doença.

Proteção da tríplice fronteira
Para a vereadora Anice Nagib Gazzaoui (sem partido), o assunto tratado é muito pertinente, principalmente por estarmos em uma tríplice fronteira. “Lembro que em 2009, quando tivemos o problema da Gripe Suína – H1N1, eu estava à frente da direção da 9ª Regional de Saúde, e naquele momento, nós tivemos algumas iniciativas, como a de criar um Comitê Trinacional de Fronteira e Saúde, para fazermos um trabalho em conjunto”, disse.
Anice acredita que este seja o momento de unir forças, como maneira de prevenção e auxílio aos moradores da região, que podem contrair o vírus e contaminar outras pessoas sem nem saberem disso, devido à falta de informação e orientação nas unidades de saúde. “Vejo que o mundo não está preparado para esta doença, muito menos o Brasil, e muito menos Foz do Iguaçu, mas não podemos fechar os olhos. Temos que tomar alguma iniciativa” concluiu Anice.

Informação correta evita pânico
O vereador Luiz Queiroga (DEM), concordou com a fala da vereadora, e disse que também se preocupa “com o fato de morarmos em uma fronteira aberta”. Ele questionou os aspectos que estão sendo levados em consideração e defendeu um controle mais contundente. Citou que em alguns países, o assunto está sendo tratado de uma forma muito séria, com um maior rigor na fiscalização. “É essa informação que está sendo levada para outros países, de que Foz é um território aberto, e é essa impressão que nós não podemos deixar”, apontou.

Foz não tem caso confirmado
Queiroga lembrou também que ainda não há nenhum caso confirmado de coronavírus na cidade, e aproveitou o momento para citar uma fala do Secretário de Saúde, que disse que, enquanto não vier da Secretaria de Saúde qualquer tipo de informação, não deve ser levado em consideração. Para ele, outras informações, muitas vezes fruto de alarmismo em redes sociais, não devem ser levadas em consideração porque isso é muito prejudicial a cidade.
“Às vezes noticiam em redes sociais algo que ainda não é verdadeiro, é só o ouvi falar, mas como as pessoas tem muito acesso, elas pegam aquela informação como se fosse verdadeira” finalizou.

Medidas preventivas
Os vereadores Rudinei de Moura (Patriota) e Inês Weizemann (PSD), também falaram sobre os riscos de uma fronteira aberta. “Hoje, são aproximadamente 20 mil brasileiros que cruzam a fronteira todos os dias para estudar. Esse debate mostra que precisa se ter um controle maior neste sentido, pensando em preservar nossa população”, afirmou Rudinei.
A vereadora Inês falou sobre o controle da situação, por meio da prevenção. “O uso da máscara, lavagem de mão e uso de álcool gel nas UPAs deveria ser obrigatório na entrada” reforçou. Para ela, essa é a maneira mais eficaz de manter as pessoas seguras dentro das unidades de saúde.

Marcio Rosa (PSD) sugeriu ao Presidente da Casa de Leis, Beni Rodrigues (PSB), que fosse utilizado álcool em gel em todos os departamentos, além dos demais órgãos públicos, para prevenção não só deste vírus, mas de outras viroses que circulam entre as pessoas. O pedido do vereador foi prontamente atendido por Beni, que afirmou ter determinado que se providencie o material para todos os departamentos da Câmara Municipal.

Conscientização e orientação
Por fim, Elizeu Liberato reforçou a ideia de que a população deve ter consciência e responsabilidade em relação a esta doença, colaborando com as medidas de prevenção que devem ser tomadas, que incluem: lavar as mãos frequentemente, usar álcool em gel, limpar o celular, cozinhar bem os alimentos antes de ingeri-los e cobrir a boca e o nariz ao tossir e espirrar.

O vereador e líder do Prefeito, Edson Narizão (PTB), assumiu o compromisso de repassar as demandas apresentadas pelos vereadores ao Governo, para que se obtenha respostas.


Texto: Maria Leithardt com supervisão de Elson Marques


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